Na sua mensagem alusiva ao Dia de África, que hoje se assinala, o chefe da Casa Parlamentar defendeu que esse “esforço africano” é e deverá ser sempre, colectivo, alicerçado em vínculos, valores e desígnios comuns, como os da paz, da democracia e do desenvolvimento.

“Neste momento, a síndrome da desgraça que tem marcado gerações de africanos não tem rosto, pelo que agora, mais do que nunca, a declaração de vitória futura contra a pandemia exige o esforço de todos, numa luta sem precedentes na história maculada do continente, num esforço sem olhar a meios para obter um fim”, indicou.

Por outro lado, lembrou que, desde a Independência Nacional, Cabo Verde tem assumido uma postura de “defesa intransigente dos superiores interesses” e integração gradual no continente, demonstrados, conforme apontou, nos diversos fóruns em que participa e na criação da figura do Ministro-adjunto para a integração africana.

Acrescentou ainda que o Governo se ajustou também aos desafios e metas da Agenda 2063, que almeja uma África com infra-estruturas integradas que atravessam o continente, ligações dinâmicas e mutuamente benéficas, um continente com fronteiras sem descontinuidades e gestão de recursos transfronteiriços, através do diálogo.

No contexto da adesão à CEDEAO e no parlamento Pan-africano, Jorge Santos disse que Cabo Verde é uma das “mais prestigiadas e respeitadas vozes”, fazendo eco das suas preocupações e aspirações, nomeadamente em questões como o tráfico humano, de drogas e armas, transportes marítimos e aéreos, integração socioeconómica e cultural dos jovens, entre outras.

“Não se pode esquecer o papel importante desempenhado por Cabo Verde no contexto da OUA (hoje UA), como um dos actores e obreiros da caminhada rumo à fomentação de diálogo, cooperação e reivindicação política a nível internacional, tendo por base a criação de uma organização verdadeiramente credível a nível mundial”, ajuntou

O continente africano assinala hoje o Dia de África, marcado, este ano, pela luta contra a COVID-19 numa região a braços com vários conflitos e onde a integração económica continua longe do desejado.

Em Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da actual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de Maio de 1963, que seria também declarado o Dia da África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objectivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

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