As famílias, que englobam um total de três mil cidadãos, dizem que não foram notificadas da decisão do Tribunal de Benguela, tal como o seu advogado, que promete reagir para assegurar aos seus constituintes o direito a uma habitação.

Uma fonte judicial disse à VOA que o Tribunal deu razão ao grupo empresarial, mas no chamado “bairro do autódromo” vários cidadãos, que faziam contas à vida ao lado das sobras de casas partidas pela Polícia, diziam desconhecer a medida e criticavam o procedimento dos agentes.

‘’Foi de madrugada, o bairro estava cercado de polícias. Pediram para sairmos, não nos deixaram tirar as coisas. Fomos agredidos, até crianças’’, contam cidadãos.

O advogado de defesa das família, Chipilika Eduardo, salienta que, em caso de ilegalidade, haverá restituição de bens e afirma que os moradores não são invasores.

‘’Quem praticou os actos vai ser responsabilizado. Os moradores já lá vivem há algum tempo, surgiu uma empresa a dizer que é dona do espaço, é o foco do problema’’, sustenta o causídico.

Nem a Polícia, acusada de violência, nem a Administração Municipal, que tem a incumbência de conceder terrenos, quiseram prestar declarações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.