Membros da ADF "invadiram [a cidade de] Kamango à noite, matando civis com catanas e armas de fogo. Até agora, encontrámos dez corpos e nove feridos", disse à agência de notícias AFP Pascal Saambili, responsável pelo posto da polícia da zona de Watalinga, acrescentando que os habitantes estão a abandonar a região.

"Esses ataques bárbaros são orquestrados com o objetivo de quebrar a confiança das pessoas e de desacreditar" as tropas congolesas que lançaram operações contra a ADF, escreveu a chefe da Missão das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo, Leila Zerrougui.

Em Kamango, cidade localizada a 15 quilómetros da fronteira com o Uganda e a 80 da cidade de Beni - onde o exército governamental instalou o seu quartel-general de combate a grupos armados, em particular o ADF –, os Capacetes Azuis da ONU patrulham a região ao lado de militares congoleses.

Inicialmente, o ADF caracterizava-se por ser um grupo de rebeldes muçulmanos ugandenses que se instalaram em 1995 no leste da atual República Democrática do Congo, com o intuito de realizar ataques contra Kampala, a capital e a maior cidade do vizinho Uganda.

Todavia, e atualmente, deixaram de ter como alvo o Uganda, com os seus membros a estabelecerem-se e a misturarem-se entre a população congolesa. As Forças Democráticas Aliadas são acusadas de massacrar várias centenas de civis desde outubro de 2014, na região de Beni.

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