“Ninguém está acima das leis nos Estados Unidos, nem mesmo o Presidente”, declarou o deputado Jason Crow, um dos procuradores democratas no processo.

Crow ainda tentou convencer os 100 senadores a destituir Trump ao dizer que era “dever” deles declarar o Pesidente culpado.

Ele afirmou que o Senado se propôs ser “sábio”, “imparcial” e a “estar acima das disputas partidárias”.

O representante Adam Schiff, o chefe da equipa de acusação dos democratas, acusou o Presidente de “violar o juramento” e alertou aos senadores que “não se pode confiar que este Presidente faça o que é certo”.

“Ele não vai mudar e vocês sabem disso. Agora, façam justiça imparcial e condenem-no”, concluiu.

Por seu lado, os advogados do Presidente concluíram também as suas alegações finais pedindo a absolvição de Trump.

“O Presidente não fez nada de errado”, disse aos senadores o advogado da Casa Branca, Pat Cipollone.

As declarações da oposição e da defesa provavelmente não mudarão em nada o desenlace do julgamento.

Na quarta-feira, 5, o Senado vota a favor ou contra a destituição do Presidente.

A Constituição dos Estados exige a maioria de dois terços no Senado, 67 dos 100 assentos, para destituir um Presidente.

Trump pode contar com o apoio irrestrito dos 53 senadores republicanos.

“Espero que os republicanos e os americanos se deem contra de que esta farsa totalmente partidária é exatamente isso: uma farsa”, escreveu o Presidente nesta segunda-feira, 3.

Trump criticou, ainda, os “democratas da esquerda radical que não fazem nada” e voltou a atacar o funcionário anónimo, cuja denúncia resultou em seu julgamento no Congresso.

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