Segundo ele o actual chefe do Serviço de Inteligência, Fernando Garcia Miala, não tinha em sua posse nenhuma ordem expressa do Presidente da Republica sobre a questão.

Os juízes perguntaram também porque é que o general Zé Maria se encontrou com o general Miala às portas de um restaurante e não nas instalações dos Serviços de Inteligência e de Segurança Militar (SISM). António José Maria referiu que teve receio de ser preso.

Quando questionado sobre o facto de ter guardado documentos de carácter militar em sua casa, o general Zé Maria respondeu que apesar do carácter militar dos documentos, estes não eram propriedade do SISM, mas das Forças Armadas Angolas.

O julgamento do antigo chefe do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar António José Maria começou ontem em Luanda, no comando do exército. O oficial é acusado de extravio de documentos de carácter militar e de insubordinação.

O despacho de pronúncia refere que em Novembro de 2017, o general António José Maria foi informado que seria exonerado das suas funções e consequentemente passaria à reforma. Após a exoneração o réu teria subtraído documentos relativos à batalha do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, que custaram aos cofres do Estado mais de dois milhões de dólares.

Para proceder à devolução da documentação em causa, o actual chefe do Serviço de Inteligência, Fernando Garcia Miala, contactou Zé Maria, que recusou cumprir com a orientação.

Sérgio Raimundo, advogado de defesa do general, refuta as acusações. Considera não terem sido cumpridos “os pressupostos relativos à instrução contraditória, presunção de inocência e direito a um julgamento justo”.

O general esteve à frente do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar de 2009 e a 2017.

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