"Estou mais otimista. A cimeira foi excecional. Em termos absolutos e em termos relativos, comparada, nomeadamente, com a última, que tinha sido boa", afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no final da XII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado elogiou esta conferência "pelo calor da receção, pela organização, pelo número de chefes de Estado e chefes de Governo", pelo empenho de todos eles, pela empatia criada entre todos eles, pela convergência que os últimos dois anos permitiram entre todos eles".

O primeiro-ministro, António Costa, concordou que existe atualmente "um clima de grande cumplicidade, solidariedade e amizade entre todos os países, que desde logo foi expresso pela forma como todos os países se representaram ao mais alto nível" - nesta cimeira estiveram todos os chefes de Estado, menos o de Timor-Leste.

António Costa descreveu o ambiente desta cimeira como "muito construtivo e ativo" e defendeu que "há uma ambição nova para fazer a CPLP avançar, para concretizar projetos no domínio dos oceanos, no domínio essencial da língua portuguesa".

"Mas, sobretudo, há nova atenção dada às pessoas. E isto, desde há dois anos, que nós definimos que, complementarmente à cooperação política e à cooperação económica, recentrar agora a CPLP na vida das pessoas é absolutamente essencial", acrescentou.

Questionado sobre o atual relacionamento bilateral entre Portugal e Angola, António Costa respondeu que "a relação era excelente, havia um irritante" - o processo judicial que envolve o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, entretanto transferido para a justiça angolana - e que agora "ficou só o excelente".

Nestas declarações aos jornalistas, feitas de pé, no átrio do hotel onde decorreu a cimeira, o Presidente da República e o primeiro-ministro tinham ao seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o embaixador português Francisco Ribeiro Telles, eleito para o cargo de secretário executivo da CPLP, a partir de 01 de janeiro de 2019.

Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como António Costa congratularam-se com a eleição de Francisco Ribeiro Telles. "Tem uma experiência singular no domínio da CPLP", referiu o Presidente da República.

Presidente e primeiro-ministro saudaram igualmente a escolha de Angola para a realização da próxima cimeira, em 2020, e para a próxima presidência rotativa da CPLP.

"Foi, de facto, um grande sucesso para a CPLP, portanto, para todos os cidadãos de todos os Estados da CPLP, por isso, também para os portugueses", concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

António Costa salientou o facto de se terem "estabelecido parcerias fundamentais com o Banco Africano para o Desenvolvimento e com a União Europeia no domínio da cultura, para um reforço importante de investimento no espaço lusófono".