Em comunicado, o executivo comunitário dá conta deste novo financiamento da União Europeia (UE) a estas regiões desfavorecidas, explicando que o objetivo é “contribuir para fazer face ao aumento drástico das necessidades humanitárias resultantes da pandemia de coronavírus a nível mundial”.

Em concreto, esta verba adicional de 50 milhões de euros “destina-se a socorrer as pessoas vulneráveis que enfrentam crises humanitárias graves, nomeadamente na região do Sahel e do Lago Chade, na República Centro-Africana, na região dos Grandes Lagos em África, na África Oriental, na Síria, no Iémen, na Palestina e na Venezuela”, precisa a instituição, em nota de imprensa.

“Está igualmente prevista ajuda aos ‘rohingya’”, realça.

Segundo a Comissão Europeia, o objetivo é assegurar o acesso destas populações a serviços de saúde, equipamentos de proteção, água e serviços higiénico-sanitários.

Os fundos serão canalizados através de organizações não-governamentais, entidades internacionais, agências das Nações Unidas e ainda através das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

O comissário europeu responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarčič, observa no comunicado que a pandemia gerou “uma crise humanitária de enormes proporções em alguns dos países mais vulneráveis do mundo”.

“A pandemia ameaça a segurança alimentar em países nos quais os sistemas de saúde pública eram já pouco eficientes antes desta nova crise”, alerta o responsável, vincando ser altura de agir “para que nenhuma zona do mundo fique sem proteção”.

Este novo financiamento soma-se a um montante de cerca de 20 mil milhões de euros em ajuda humanitária da UE para países em desenvolvimento anunciado em meados de abril pela Comissão Europeia, no âmbito do qual foram alocados 3,25 mil milhões de euros a África.

Vem, ainda, juntar-se à ponta aérea humanitária criada este mês pela UE para transportar trabalhadores humanitários e equipamentos de emergência contra o novo coronavírus.

O primeiro voo realizado ao abrigo desta ponta aérea humanitária ocorreu em 08 de maio, transportando cerca de 60 trabalhadores humanitários e 13 toneladas de material humanitário para Bangui, na República Centro-Africana.

Depois desse, serão realizados mais dois outros voos humanitários para a República Centro-Africana, que transportarão no total mais 27 toneladas de material humanitário.

Entretanto, em 15 de maio, foram transportadas 20 toneladas de material e trabalhadores humanitários e pessoal do setor da saúde para São Tomé e Príncipe, naquele que foi o segundo destino da ponte aérea humanitária da UE.

Este voo foi organizado em cooperação com o Governo português e várias organizações humanitárias e, no seu regresso a Lisboa, trouxe mais de 200 cidadãos da UE e outros passageiros numa operação de repatriamento.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 320 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em África, há 2.912 mortos confirmados, com mais de 91 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

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