O anúncio do chefe de Estado foi feito na noite desta segunda-feira (11.05), mesmo dia em que o país registou o seu maior salto no número de casos num dia. Foram confirmados 177 novas infeções, em relação a uma alta anterior de 104 doentes.

O aumento no número de casos foi registado em pontos críticos, como a cidade sagrada de Touba, segundo as autoridades. O Senegal regista 1.886 casos de Covid-19 no total, incluindo 19 mortes.

No entanto, o alívio das restrições impostas contra a propagação da Covid-19 passa a valer a partir desta terça-feira (12.05). Num comunicado na televisão, Sall disse que os senegaleses precisariam "adaptar o comportamento individual e coletivo" e "aprender a viver com o vírus".

Segundo o Presidente, a Covid-19 vai continuar a circular por pelo menos mais três meses no país, mesmo no melhor cenário.

Novas regras

Sob as novas regras, os toques de recolher ocorrerão das 21h às 05h, diminuindo duas horas das restrições anteriores.

Mesquitas serão reabertas para orações durante o mês sagrado do Ramadão, e as igrejas também terão permissão para aceitar fiéis.

Mercados e empresas, que só podiam abrir alguns dias por semana durante o bloqueio, agora precisam ser fechados apenas uma vez por semana para a limpeza.

As restrições impostas ao transporte público também serão atenuadas, embora as escolas permaneçam encerradas até ao próximo mês.

Vários outros países da região, incluindo o Burkina Faso e o Gana, anunciaram um abrandamento similar das restrições este mês, enquanto exortam os seus cidadãos a usarem máscaras e a manterem o distanciamento social.

por:content_author: tms, com agências

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