Em conferência de imprensa, o autarca disse entender que este é um processo “delicado” tendo em conta que Santiago é a ilha mais afectada pela pandemia de covid-19, mas ao mesmo tempo afirma que “não se percebe porque é que depois de três meses, os cidadãos confinados na cidade da Praia ainda não puderam regressar à ilha da Boa Vista”.

Sob a perspectiva de José Luís Santos, os cidadãos que regressarem à Boa Vista poderão cumprir a quarentena na ilha, estando assim mais próximos das suas famílias e sair da situação “difícil” que vivem neste momento.

Conforme explicou são famílias, pessoas com responsabilidades, daí augurar “a aceleração deste processo o quanto antes possível”.

“Não sei a origem deste atraso no regresso de pessoas à ilha de Boa Vista, mas presumo que seja pelo facto de Santiago neste momento ser o epicentro da pandemia em Cabo Verde”, avaliou o edil, que se diz ciente “dos cuidados que implicam este processo” o que “poderá estar na origem da razão desta demora”.

A mesma fonte consente ainda que “a deslocação das pessoas de Santiago à Boa Vista terá de ser bem ponderada tendo em conta que “é diferente de trazer um cidadão, por exemplo, da ilha do Sal onde não se registou nenhum caso”.

De acordo com José Luís Santos, além das pessoas que desejam regressar de Santiago à Boa Vista fazerem teste de covid-19, os mesmos poderão ficar em quarentena obrigatória num local indicado, pelas razões já conhecidas.

Isto, para que, segundo o edil, se ter a certeza que as pessoas não regressam contaminadas de modo a evitar “deitar por água abaixo” todos os ganhos que já se conseguiu na ilha de Boa Vista, até este momento.

Assim sendo, o presidente da câmara reiterou que defende o regresso das pessoas para poderem estar junto dos familiares mediante a realização de testes em Santiago e quarentena obrigatória na Boa Vista, para evitar contaminação da ilha.

“Queremos sair deste processo com toda a segurança”, assegurou José Luís Santos, que, sem precisar o número, garantiu que são muitos os munícipes da Boa Vista retidos em Santiago durante o estado de emergência, que querem agora regressar à ilha de residência.

O edil avançou ainda que, no geral, a câmara já emitiu mais de 400 atestados de residência, além de organizar todo o dossiê dos pedidos de regresso à casa, encaminhando-os à Delegacia de Saúde para a realização de testes de covid-19 e posterior transferências das pessoas às suas ilhas de residência.

VD

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