Segundo um comunicado enviado à agência Lusa pelo gabinete de Justin Trudeau, o chefe do Governo canadiano e o Presidente Filipe Nyusi “partilharam informações de ambos os países no combate à COVID-19, em como proteger a saúde, segurança e situação económica dos cidadãos”.

Na nota ambos destacam a importância de uma liderança global em direção a um mundo “mais justo e inclusivo para todos” com a necessidade de se apoiar os países africanos na luta contra a pandemia e reforçar os seus sistemas de saúde, financeiro e económico.

Trudeau agradeceu ao Presidente moçambicano pela ajuda no repatriamento dos canadianos durante esta crise.

Os chefes de governo discutiram ainda “várias formas de manter a profunda amizade entre o Canadá e Moçambique”.

“Uma amizade fundada em laços estreitos entre pessoas, fortes relações comerciais e uma vasta cooperação bilateral”, refere o comunicado.

Trudeau e Nyusi abordaram ainda o apoio de longa data do país americano ao “desenvolvimento e assistência humanitária em Moçambique”, garantindo ambos um “interesse mútuo” de “fortalecer os laços comerciais e de investimento”.

Canadá e Moçambique têm relações diplomáticas desde 1975. O país africano está entre os maiores recetores da assistência internacional canadiana, através do programa de desenvolvimento bilateral, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá no seu ‘site’.

Otava contribuiu com mais de 1.100 mil milhões de dólares canadianos (720 mil milhões de euros) em assistência ao desenvolvimento desde 2010.

Em resposta aos ciclones que atingiram o ano passado Idai e Kenneth, em Moçambique, o Canadá contribuiu com 7,25 milhões (4,75 milhões de euros) em assistência humanitária para agências das Nações Unidas, Cruz Vermelha e outras organizações não-governamentais.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em África, há 2.997 mortos confirmados, com mais de 95 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.109 casos e seis mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (719 casos e sete mortos), Cabo Verde (356 casos e três mortes), São Tomé e Príncipe (269 casos e 11 mortos), Moçambique (162 casos) e Angola (58 infetados e três mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com mais de 18.800 mortes e mais de 291.500 infeções.

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