“[As fronteiras] vão continuar fechadas, principalmente devido à situação epidémica que os nossos vizinhos estão a passar, principalmente os nossos irmãos do Brasil (..). Isso força-nos a continuar a ter estas medidas restritivas”, disse Mario Abdo Benítez.

“Enquanto a propagação do vírus não for controlada, não vamos poder abrir as fronteiras”, sublinhou o chefe de Estado durante uma visita à cidade de Villarrica.

Abdo Benítez comentou que o encerramento das fronteiras, especialmente as do Brasil, evitou uma “grande propagação do vírus” no Paraguai, que até o momento registou 11 mortes por COVID-19.

Nesse sentido, o Presidente do Paraguai observou que a maior percentagem de casos positivos ocorreu em abrigos criados para compatriotas que voltam do exterior e aí permanecem de quarentena.

“Hoje, nos hospitais, não há camas de cuidados intensivos com pacientes com COVID-19″, disse o chefe de Estado conservador do Partido Colorado.

O Paraguai apresenta bons resultados na estratégia de contenção da pandemia do novo coronavírus, iniciada há mais de dois meses com o encerramento de fronteiras e a abertura de abrigos para a realização da quarentena necessária, muitos em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil.

Assim, o país registou ontem, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, três novos casos, de um total de 445 testados, elevando o total para 836 positivos e 256 pacientes recuperados.

O país sul-americano está na última semana da primeira fase da “quarentena inteligente”, com o recomeço da atividade de fornecedores, trabalhadores de oficinas e fábricas, trabalhadores em obras a céu aberto ou advogados.

Na sexta-feira, o Governo vai apresentar um relatório da situação das três semanas anteriores para aprovar a mudança para a segunda fase, um desconfinamento que começará na segunda-feira.

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