O director-geral da Organização Mundial da Saúde alertou ontem, durante uma vídeo-conferencia no Dubai, que a pandemia do novo coronavírus «continua acelerada», após o registo, nos últimos dias, de mais de 150 mil novos casos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que «a falta de solidariedade» e «a falta de liderança mundial» representam uma das maiores ameaças na luta contra a pandemia que provocou cerca de 473 mil mortes. O patrão da OMS lembrou ainda que o mundo não se conseguirá livrar do vírus se os países continuarem de costas voltadas.

Ressurgimento de casos na Europa

O aumento de novos casos de coronavírus está a levar vários países europeu a recuarem nas medidas de desconfinamento.

Em Espanha, as autoridades pediram, esta terça-feira, prudência para evitar novos surtos de covid-19, acrescentando que o executivo poderá, se for necessário, voltar a decretar o estado de emergência para impedir a mobilidade dos cidadãos. O país foi obrigado a colocar três concelhos da província de Huesca, depois de ser detectado um surto do novo coronavírus no meio agrícola.

O governo alemão também reforçou medidas para combater a doença após o surgimento de mais de mil casos numa fábrica de produção de carne, na região de Renânia-do Norte-Vestefália.

Em Portugal, o governo português decidiu prolongar o estado de calamidade em 15 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento.

As medidas incluem a reposição de um limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento. Quem não cumprir arrisca ser punido até um ano de prisão.

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