A informação foi transmitida por Aissatu Djalo, porta-voz do Centro Operacional de Emergência de Saúde (COES).

O novo doente, que se soma aos oito já antes conhecidos, é um cidadão guineense de 23 anos, estudante no Senegal, de onde regressou em 10 de março, e cuja primeira análise tinha sido inconclusiva.

Aissatu Djalo assinalou que até ao momento de todos os casos confirmados, três tiveram a sua origem fora da Guiné-Bissau e seis são por contaminação local.

A médica frisou que por enquanto não há registo de qualquer caso de contaminação comunitária, acrescentando que continuam em análise 33 casos de suspeita de infeção pelo novo coronavírus.

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses decidiram declarar o estado de emergência, mas antes já tinham encerrado fronteiras, escolas, restaurantes e outro tipo de comércio local, bem como proibir a circulação de transportes públicos.

A pandemia do novo coronavírus atingiu a Guiné-Bissau numa altura em que o país vive mais uma crise política, iniciada após a realização de eleições presidenciais em dezembro.

Em fevereiro, o general Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, autoproclamou-se Presidente do país, enquanto decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Umaro Sissoco Embaló tomou posse numa cerimónia dirigida pelo vice-presidente do parlamento do país Nuno Nabian, que acabou por deixar aquelas funções para assumir a liderança do Governo nomeado pelo autoproclamado Presidente.

O Governo liderado por Nuno Nabian ocupou os ministérios com o apoio de militares, mas Sissoco Embaló recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O número de mortes em África subiu para 196, num universo de mais de 5.700 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.

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