O acordo, aprovado hoje em Conselho de Ministros e com validade até março de 2021, foi assinado em Díli pelo ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Dionísio Babo, e pela representante residente do PNUD, Munkhtuya Altangerel.

Apesar de Timor-Leste ter até agora apenas um caso confirmado da covid-19, as autoridades consideram imprescindíveis as medidas preventivas e de preparação para o risco de contágio, incluindo no que toca à compra de equipamento e medicamentos essenciais.

A lista de compras, a que a Lusa teve acesso, inclui material para recolha de amostras, testes rápidos, luvas, máscaras, batas e outro material de proteção pessoal, 50 oxímetros, até 500 ventiladores de vários tipos, monitores, esterilizadores e unidades para manutenção de pressão respiratória.

Fazem ainda parte da lista incubadoras, desfibrilhadores, dez ECG e vários medicamentos usados para o tratamento da covid-19, incluindo paracetamol, azithromicina, hidroxicloroquina, bem como material antissético, consumíveis e oxigénio, entre outros.

O acordo prevê, segundo documentação obtida pela Lusa, que Timor-Leste faça de imediato uma transferência no valor total da compra, comunicando depois a listagem de bens e produtos que pretende adquirir, cabendo ao PNUD gerir o contacto com fornecedores a nível mundial.

Quando for confirmada a disponibilidade e o preço dos produtos pedidos por Timor-Leste, o Governo que tem de dar ‘luz verde’ à compra num prazo máximo de 48 horas, refere-se no texto do acordo.

O PNUD efetua a compra e depois utilizará qualquer canal disponível, incluindo os seus próprios aviões, para transportar o material para Díli, comprometendo-se a agilizar “o máximo possível” essa operação.

Fontes envolvidas na preparação do acordo explicaram à Lusa que a operação mostra a “complexidade e volatilidade do mercado atual” de compra de equipamentos e materiais médicos e medicamentos.

Com o acordo de hoje, Timor-Leste junta-se a cerca de 50 países que o PNUD está a apoiar em operações deste tipo no mercado internacional.

A operação envolve vários escritórios do PNUD, incluindo Copenhaga, Nova Iorque, Genebra, China e Banguecoque, que garantem aprovisionamento, certificação de fornecedores, verificação de envio e até transporte.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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