"São máscaras de vários tipos, umas de uso público e outras para profissionais da saúde, fatos de proteção individual, kits que permitem fazer testes de DNA do Covid-19, mas cujo aparelho ainda não chegou ao país", disse aos jornalistas o ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves.

Esses materiais foram descarregados nas primeiras horas deste domingo no aeroporto de São Tomé. Edgar Neves não avançou a quantidade dos materiais, reconhecendo, contudo, que "nunca são as ideais, mas são bastante satisfatórias para uma população de 200 mil habitantes".

Os materiais foram comprados pela Fundação Jack Ma, do multimilionário chinês e oferecidos à União Africa para distribuição aos 54 países do continente.

O governante anunciou que em "meados da próxima semana" chegarão ao arquipélago "outros apoios oferecidos pela Organização Mundial da Saúde" (OMS).

No voo da companhia Etiopian Airlines que transportou os materiais enviados pela União Africana, regressaram ao país dois passageiros que, segundo Edgar Neves, estiveram em vários países africanos.

"São concidadãos nossos que aproveitaram o voo a partir de Lomé [Togo] para regressarem ao país. Estão em quarentena obrigatória e vamos manter a monitorização regular destes dois cidadãos", explicou o ministro da Saúde, que considera necessário "multiplicar as ações no campo da prevenção e da propagação".

O ministro adiantou também que as amostras recolhidas em 25 passageiros que se encontram em quarentena desde o dia 21 deste mês e enviados para testes para o Instituto de Saúde Pública Ricardo Jorge, em Portugal, deram negativo.

"Pelo relatório que recebi, não há nenhuma situação que nos deixa alarmados, os testes deram todos negativos", disse.

São Tomé e Príncipe está em estado de emergência desde dia 17 de março, com a proibição de entrada no país de estrangeiros e a obrigatoriedade de quarentena para cidadãos nacionais que regressem ao país, além do encerramento de escolas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O número de mortes causadas pela covid-19 em África subiu para 134 com os casos acumulados a aproximarem-se dos 4.300 casos em 46 países, segundo a mais recente atualização das estatísticas sobre a pandemia.

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