Segundo o diretor provincial de Luanda da Agricultura, João Catinda, a campanha de pulverização e desinfestação iniciou-se no sábado, e foi já realizada em três mercados formais da capital angolana, nomeadamente São Paulo, Quilómetro 30 e Kikolo.

João Catinda referiu que a campanha visa evitar a propagação do novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, que fez já em Angola as duas primeiras mortes, em sete casos positivos confirmados.

“O objetivo principal é de mitigar a propagação do novo coronavírus, pretendemos começar a pulverizar as zonas com maior fluxo de população, principalmente os mercados formais e informais, nas paragens e em todas as avenidas da cidade de Luanda”, disse o responsável em declarações à rádio pública angolana.

O diretor provincial de Luanda da Agricultura referiu que estão a ter o apoio de alguns empresários e da Empresa Pública de Águas (EPAL) em termos de equipamentos e o abastecimento de alguns reagentes que está a ser usado para a desinfestação.

“Precisamos de mais meios para massificarmos e podermos atingir os meios mais recônditos. Estamos abertos, principalmente a empresários do meio agrícola, eles é que têm esse tipo de máquinas”, disse João Catinda, realçando que há “lojas fechadas com esse tipo de equipamento para pulverizar e seria muito bom se nessa altura se juntassem à causa”.

Angola regista já duas mortes de pessoas infetadas pela covid-19 num total de sete casos positivos, conforme anunciou, do domingo, a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta.

O país vive desde sexta-feira em estado de emergência prorrogável, que se estende até 11 de abril, com interdições de pessoas e viaturas na via pública, nos aglomerados e horário específico para venda de bens alimentares, entre outras medidas.

Em Angola estão em quarentena institucional 1.089 pessoas e algumas dezenas cumprem quarenta domiciliar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

NME // LFS

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