Questionada pela Lusa sobre as queixas de portugueses registadas em Angola, que não estão a conseguir contactar por ‘email’ ou telefone o consulado neste país, a SECP refere que as “eventuais dificuldades ou demoras no contacto estarão associadas ao aumento significativo das solicitações e pedidos de informações recebidos pelos consulados” após o anúncio do Governo angolano em suspender voos.

“Para fazer face a estes pedidos crescentes, foram dadas instruções aos postos para reforçar o atendimento aos pedidos de apoio de cidadãos nacionais afectados pela suspensão das viagens em detrimento da prática de outros atos consulares”, assinala a nota enviada à Lusa.

O gabinete da SECP adianta que também que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, “deu instruções a todos os postos da rede diplomática e consular para que sejam concentrados todos os esforços na resposta e apoio aos cidadãos nacionais afetados direta ou indiretamente” pela pandemia da covid-19.

A nota esclarece igualmente que foi criada uma linha de emergência covid-19 e que o Gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi reforçado.

Vários cidadãos portugueses e luso-angolanos manifestaram hoje à Lusa a sua frustração e descontentamento pela falta de resposta de entidades portuguesas, como o consulado de Portugal e a transportadora aérea TAP.

O Consulado-Geral de Portugal em Luanda suspendeu na terça-feira a receção de pedidos de visto por tempo indeterminado, no âmbito das medidas para prevenir a propagação da covid-19.

Angola fechou todas as suas fronteiras à circulação de pessoas no dia 20 de março, durante pelo menos 15 dias, para tentar evitar a propagação da doença provocada pelo novo coronavírus.

O país regista já três casos de cidadãos angolanos infetados pela covid-19 que regressaram de Portugal na semana passada.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

O continente africano contabiliza pelo menos 64 mortos e 2.421 casos de infeção desde o início da pandemia, segundo dados do primeiro boletim diário do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana, que reporta dados registados até às 09:30 de Adis Abeba (06:30 em Lisboa).

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