“Eles estarão aqui até ao momento em que Moçambique vai controlar a pandemia”, disse Pavel Dias Hernández, citado pela Rádio Moçambique.

Os médicos cubanos vão chegar a Moçambique na próxima semana, na sequência de um pedido feito pelo executivo moçambicano.

“Recebemos a solicitação do Governo moçambicano para podermos reforçar a assistência médica para o momento mais crítico da pandemia”, acrescentou o diplomata.

Pavel Dias avançou ainda que o país africano vai receber também um total de 20 mil doses de “Interferon”, um medicamento cubano que reforça o sistema imunológico no organismo humano, impedindo que se agrave o estado de saúde dos pacientes.

Cuba enviou pessoal médico para outros países africanos, como África do Sul, Cabo Verde, Angola e Togo.

Segundo dados oficiais, quase 1.500 especialistas cubanos saíram da ilha, desde o início da pandemia, para 21 nações da América Latina e Caribe, Europa, África e Médio Oriente, entre as quais Itália, Catar, México, Honduras, Venezuela, Haiti e Jamaica.

Com um total de 233 casos registados e dois óbitos devido à COVID-19, Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril até finais de junho, após duas prorrogações.

As autoridades contabilizaram 82 pessoas recuperadas da doença.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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