O anúncio foi feito através de uma declaração conjunta dos dez ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e do ministro dos Negócios Estrangeiro chinês, Wang Yi, após uma reunião especial na capital do Laos.

Os ministros comprometem-se a trocar informações e tecnologia para combater a epidemia, que até agora causou uma morte e mais de 150 infeções no sudeste asiático.

Prometeram ainda visitas recíprocas de especialistas e a promoção da investigação de medicamentos e vacinas contra o coronavírus.

Também concordaram em combater a desinformação e as notícias falsas, além de ajudar os setores económicos, especialmente as pequenas e médias empresas, afetados pela epidemia.

"A troca de comunicação entre a ASEAN e a China é essencial", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, Retno Marsudi, num comunicado de imprensa separado, pedindo que uma linha direta seja estabelecida entre o bloco e Pequim.

Retno também observou a importância de aumentar a educação pública para evitar confusões sobre a epidemia.

Wang Yi agradeceu a ajuda de mais de 160 países e 30 organizações internacionais dada à China.

Alguns países da ASEAN, como Singapura, Vietname e Filipinas, proibiram a entrada de viajantes da China, enquanto a Malásia impôs restrições aos que chegavam da província chinesa de Hubei e o Vietname fechou parte da fronteira terrestre com a China.

No passado, Pequim descreveu essas medidas excessivas e lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou contra a restrição do tráfego internacional de passageiros.

A ASEAN é composta por Myanmar (Birmânia), Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname.

O número de mortos devido ao novo coronavírus subiu hoje para 2.118 na China continental, ao mesmo tempo que foi registado o menor aumento diário de novos casos de infeção em quase um mês, de 394.

O número de pacientes fixou-se, no total, em 74.576. No entanto, o número de novos casos diários é o menor desde 25 de janeiro.

Por outro lado, a província de Hubei, cuja capital Wuhan é o centro do surto, registou 108 novas mortes e 349 novos casos de infeção. Só Wuhan registou a maioria das vítimas mortais, 1.585, e dos casos de infeção, 45.027.

Várias cidades na zona estão em quarentena desde 23 de janeiro passado, numa medida que afeta cerca de 60 milhões de pessoas.

Globalmente, o vírus já infetou mais de 75 mil pessoas.

Além dos 2.118 mortos na China continental, morreram duas pessoas na região chinesa de Hong Kong, duas no Irão, uma nas Filipinas, uma no Japão, uma em França, uma na Coreia do Sul e uma em Taiwan.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.