“Decidimos manter as operações de voo só aos domingos. O objetivo é assegurar que os timorenses que estão no estrangeiro possam regressar para Timor-Leste”, disse hoje o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Aviação Civil de Timor-Leste (ANATL), Romualdo da Silva, à agência timorense Tatoli.

“Coordenamo-nos tecnicamente com as Autoridades de Aviação Civil de Timor-Leste (AACTL) e comunicamos a todas as companhias aéreas que a autoridade emitirá uma circular e uma nota para informar as companhias de aviação de que podem continuar as suas operações uma vez por semana”, afirmou.

Os voos podem ser ampliados, referiu, quando seja necessário durante a semana transportar equipamentos de saúde ou medicamentos.

A autorização de voos ao domingo aplica-se à Air Timor, que opera as ligações com Singapura, às indonésias Sriwijaya e Citilink – que têm ligações com Bali – e à australiana AirNorth, que viajava para Darwin.

Apesar da autorização, as opções de viagens de e para Timor-Leste estão hoje mais limitadas, em particular devido às restrições impostas pelo país e pelas nações vizinhas.

Singapura e a Austrália, por exemplo, apenas autorizam a entrada a cidadãos e residentes permanentes – que têm de cumprir 14 dias de quarentena obrigatória em locais indicados pelas autoridades.

No caso da Indonésia ainda se pode entrar tanto por avião como pela fronteira terrestre, mas, para isso, é necessário a obtenção prévia de um visto o que, por sua vez, requer um atestado médico.

Alguns cidadãos estrangeiros, incluindo um pequeno grupo de portugueses, viajou no domingo para a ilha de Bali, onde estão dezenas de turistas portugueses que estão à procura de opções para conseguir voar para Portugal.

Em Timor-Leste, nesta altura, apenas podem entrar cidadãos ou residentes permanentes que têm igualmente que cumprir uma quarentena durante 14 dias.

Atualmente estão mais de 800 pessoas em quarentena em casa ou em vários locais criados pelo Governo de Timor-Leste, país que tem um caso confirmado da covid-19 e que vive em estado de emergência desde sábado.

A pandemia de COVID-19 matou pelo menos 33.568 pessoas no mundo inteiro desde que a doença surgiu em dezembro na China e já foram diagnosticados pelo menos 715.204 casos de infeção.

A Itália continua a ser o país mais afetado em número de mortes (10.779), seguido da China (3.304 mortes), o foco inicial do contágio. Os Estados Unidos registam 143.025 casos e 2.514 mortes.

O número de mortes causadas pela COVID-19 em África subiu para 148 com o número de casos acumulados a aproximar-se dos 5.000 em 46 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia.

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