O decreto executivo do ministério do Interior 186/20, a que a Lusa teve acesso, aplica-se a documentos caducados, ou que venham a caducar, envolvendo a permanência de estrangeiros, incluindo autorização de residência, cartão de refugiado, visto de investidor, visto de trabalho, visto de estudo e visto de permanência temporária.

Quanto aos cidadãos estrangeiros que entraram e se encontram em Angola com visto de turismo ou de fronteira “é assegurada a permanência até ao levantamento da interdição de circulação de pessoas nos postos de fronteira”, devendo abandonar o território “assim que os impedimentos actuais forem removidos”.

Angola fechou as suas fronteiras aérea, terrestre e marítima à circulação de pessoas a 20 de março, para tentar conter a propagação da doença, que soma já 212 infectados no país.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infectou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em África, há 8.856 mortos confirmados em mais de 338 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infecções e de mortos (2.001 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.556 casos e 19 mortos), Cabo Verde (1.027 casos e nove mortos), Moçambique (788 casos e cinco mortos), São Tomé e Príncipe (710 casos e 13 mortos) e Angola (212 infectados e 10 mortos).

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