Começou uma autêntica corrida a nível mundial para se encontrar um remédio ou vacina contra o coronavírus, estando em curso um primeiro ensaio clínico nos Estados Unidos.

“Vai haver uma série de ensaios, muitos erros, mas temos muitas opções a testar declarou Benjamim Neuman, virólogo da Universidade Texarkana no Texas.

O presidente americano, Danald Trump, exortou os cientistas e a indústria farmacêutica a acelerar o processo, mas especialistas pensam que ainda há pouca margem de manobra para se conseguir um medicamento ou vacina contra a epidemia do coronavírus.

Até agora nunca houve uma vacina muito eficaz contra um membro da família do coronavírus, mas de todo o modo, neste momento há uma correria desenfreada para se obter medicamentos.

Assim, a vacina mRNA-1273 foi desenvolvida por cientistas dos Institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos e da empresa de biotecnologias Moderna de Cambridge no Estado de Massachusetts.

Mas há que passar por diferentes fases a fim de determinar se a vacina é eficaz e segura. Se toda a informação genética do vírus e as moléculas de proteínas do código genético do DNA das células forem bem sucedidas há fortes probabilidade de termos a vacina dentro de um ano e meio, segundo especialistas.

De todos os medicamentos na corrida para combater o Covid-19, de destacar o remdesivir do grupo americano, Gilead, que poderia chegar ao mercado dentro de um ano.

O antiviral foi desenvolvido contra outros vírus como ébola, mas não foi eficaz e nunca foi provado em lado nenhum do mundo. Mas deu esperanças no tratamento de doentes atingidos com o coronavírus na China, e foi utilizado para tratar dois pacientes nos Estados Unidos e em França.

Segundo o director do Instituto nacional americano das doenças infecciosas, Anthony Fauci, perito de Donald Trump sobre o coronavírus, este antiviral poderia ficar disponível nos próximos meses.

Há ainda a empresa farmacêutica americana, Johnson & Johnson que estuda a hipótese de utilizar certos dos seus medicamentos passíveis de ajudar a tartar sintomas em pacientes já infectados pelo vírus.

Também a empresa Regeneron desenvolveu o ano passado um medicamento aplicado por via intravenosa e conhecido pelo nome de anticorpos monoclonais que permitiu melhorar de modo significativo a taxa de sobrevivência de doentes atingidos pelo virus ébola.

O remédio poderia funcionar como tratamento e vacina aplicado a pessoas antes que fiquem expostas mesmo se os efeitos serão temporários tendo em conta que os anticorpos não farão parte da memória do sistema imunitário dos indivíduos.

O grupo Regeneron tenta também lutar contra a inflamação dos pulmões que se desenvolve por ocasião de formas severas do novo coronavírus utilizando outro medicamento, Kevzara, destinado a tratar inflamações derivadas de artrites.

O grupo britânico, GlaxoSmithKline colabora com uma biotecnologia chinesa para colocar à disposição a sua tecnologia de fabrico de componentes para vacinas contra epidemias de vírus.

Também a França e Alemanha estão na corrida 

Por cá em França, o grupo farmacêutico, Sanofi trabalha com a secretaria americana para a Saúde no desenvolvimento duma potencial vacina utilizando uma tecnologia de recombinação do DNA.

Tal consiste numa combinação do DNA do vírus com o DNA doutro vírus inofensivo a fim de criar uma nova entidade celular passível de provocar uma resposta imunitária.

Esta tecnologia já está na base da vacina de Sanofi contra a gripe e graças aos testes sobre um candidato a vacina do Sras, a empresa acredita que está no bom caminho para obter uma vacina contra o coronavírus.

David Loew, vice-préesidente e responsável de Sanofi Pasteur, considerou poder dispor de um candidato a vacina do coronavírus dentro de 6 messes e potencialmente entrar em experimentação clínica dentro de um a um ano e meio.

Entre vários outros grupos sobretudo americanos, de destacar ainda aqui na Europa, o grupo alemão CureVac, um dos laboratórios a trabalhar numa vacina contra o Covid-19. O grupo afirma poder apresentar um projecto da vacina para validade clínica dentro de alguns meses.

O grupo teria mesmo sido contactado pelo governo americano de Donald Trump que queria comprar a exclusividade, mas os seus dirigentes já vieram a público desmentir.

O certo é que a própria chanceler alemã, Angela Merkel, foi obrigada a declarar que tudo estava “claro e solucionado” com os Estados Unidos e que a empresa alemã tinha todo o apoio financeiro necessário para desenvolver os seus estudos cientítificos.

E como se não bastasse, a Comissão europeia anunciou o desbloqueio de 80 milhões de euros para o laboratório alemão.

“Nesta crise é de suprema importância que apoiemos os nossos investigadores e empresas de ponta. Estamos determinados a fornecer ao grupo CureVac o financiamento necessário para desenvolver e produzir rapidamente uma vacina contra o coronavírus, sublinhou a presidente da Comissão europeia, a alemã, Ursula von der Leyen.

Por último na Rússia, Moscovo anunciou ter começado testar em animais uma vacina contra o coronavírus e espera ter resultados prometedores em junho.

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