“É uma questão que eles próprios colocaram e que está a ser neste momento analisada”, disse Tânia Romualdo por telefone desde Pequim, alertando que “como a cidade está em quarentena, no caso de ser uma solução possível e plausível, tal implicaria ter em conta todas as medidas necessárias que normalmente se aplicam nesses casos”.

A diplomata confirmou que três dos 19 estudantes cabo-verdianos em Wuhan encontravam-se fora da cidade antes da explosão da epidemia mas que os restantes 16 “estão a ter toda a atenção das universidades, os locais são desinfectados, eles são monitorados permanentemente, a temperatura do corpo é analisada duas vezes ao dia”.

Tânia Romualdo assegura “aos pais dos estudantes que estão a ser bem tratados” e diz estar em permanente contato com as autoridades chinesas e cabo-verdianos para “tomar as medidas necessárias”.

No total há cerca de 350 estudantes cabo-verdianos espalhados por várias cidades que também já registaram casos do novo coronavírus.

Até agora, as autoridades chinesas reportaram 81 mortos, um deles na capital Pequim, e quase três mil infectados, mas especialistas da Universidade de Hong-Kong avisaram que cálculos matemáticos apontam para cerca de 40 mil casos.

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