*(Atualizada em 29/05 às 19h30)

O Brasil registrou, em 24 horas, 1.124 mortes e 26.928 novos casos de covid-19, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (28/05). Agora, o Brasil ultrapassou a Espanha e passou a ser o quinto país com o maior número de mortes provocadas pela contaminação do novo coronavírus, atrás apenas de França, Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

O Brasil também registrou um recorde de novos casos. A maior marca até então tinha sido no dia 28/05, quando o país registrou 26.417 novas infecções.

O total de casos desde a chegada do coronavírus ao Brasil é de 465.166 e de mortos, 27.878. O recorde de registros em 24h foram no dia 21/05 (1.188 mortes).

São considerados casos recuperados ao menos 189.476.

O Brasil já é o segundo país do mundo com mais infectados, atrás apenas dos Estados Unidos.

A taxa de letalidade da doença (ou seja, a relação entre mortes por casos confirmados) é de 6,3%. Todos os Estados já têm óbitos confirmados.

Lideram em números de casos e óbitos São Paulo (101.556 casos e 7.275 mortos), Rio de Janeiro (47.953 casos e 5.079 mortos) e Ceará (38.395 casos e 2.859 mortos).

[caption]Evolução da pandemia de coronavírus no Brasil. . Gráfico de linha mostra evolução diária de casos confirmados de coronavírus desde final de fevereiro .[/caption]

Desde 21 de março, o Ministério da Saúde considera que há casos de transmissão comunitária do vírus em todo o país.

A transmissão comunitária ocorre quando há casos em que não é mais possível identificar a cadeia de infecção. Isso significa que o vírus está circulando livremente na população. A situação é diferente de quando há apenas casos importados ou de transmissão local, em que é possível identificar a origem da infecção.

De acordo com uma análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) baseada no estudo de 56 mil pacientes, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% sintomas severos (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6% doença grave (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

Nos casos importados, os pacientes se infectaram em viagens ao exterior. Nos casos de transmissão local, os pacientes se infectaram pelo contato próximo com casos do novo coronavírus.

Registros no mundo

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Estados e medidas

Em todo o país, os Estados adotaram medidas para atender as recomendações do Ministério da Saúde. Passaram a ser proibidos eventos, de qualquer forma, para evitar aglomerações.

Diversas universidades e escolas pelo país suspenderam suas atividades nas redes públicas e particulares. Elas devem ser retomadas a partir do momento em que a situação da pandemia melhorar.

Também foram suspensas as visitas a pacientes internados por causa do novo coronavírus em hospitais públicos e privados e a detentos de unidades prisionais, assim como o transporte de presos para a realização de audiências.

Pandemia

Agente de saúde com máscara
Estados do país adotaram medidas para tentar conter a proliferação do vírus créditos: Agência Brasil

Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

A OMS estima que 3,4% dos pacientes morrem por causa da Covid-19, a doença causada por este vírus. Mas especialistas estimam que essa taxa de letalidade gire em torno de 2% ou menos.

O Ministério da Saúde informou que estudos apontam que 90% dos casos do novo coronavírus apresentam sintomas leves e podem ser tratados nos postos de saúde ou em casa.

Mas, entre aqueles que são hospitalizados, o tempo de internação gira em torno de três semanas, o que gera um impacto sobre os sistemas de saúde, de acordo com a pasta, já que os leitos de unidades de tratamento intensivo (UTI) ficam ocupados por um longo tempo. Por isso, o governo vai buscar ampliar o número de leitos de UTI disponíveis.

Banner sobre a cobertura de coronavírus
créditos: BBC

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Os casos

O primeiro registro do coronavírus no Brasil foi em 24 de fevereiro. Um empresário de 61 anos, que mora em São Paulo (SP), foi infectado após retornar de uma viagem, entre 9 e 21 de fevereiro, à região italiana da Lombardia, a mais afetada do país europeu que tem mais casos fora da China.

De acordo com o Ministério da Saúde, o empresário de 61 anos tinha sintomas como febre, tosse seca, dor de garganta e coriza. Parentes dele passaram a ser monitorados. Dias depois, exames apontaram que uma pessoa ligada ao paciente também estava com o novo coronavírus e transmitiu o vírus para uma terceira pessoa. Todos permaneceram em quarentena em suas casas, pelo período de, ao menos, 14 dias.

Analisando exame de coronavírus
Todos os Estados do país já têm casos e óbitos confirmados de coronavírus créditos: EPA

Após o primeiro caso, outros diversos registros passaram a ser feitos no Brasil. Muitos vieram de países com inúmeros casos do novo coronavírus, mas depois foram registrados casos de transmissão local e, por fim, comunitária.

Duas semanas depois, foi anunciado que o empresário de 61 anos está curado da doença provocada pelo novo coronavírus.

A primeira morte no Brasil, de um idoso de 62 anos, foi confirmada em 17 de março. Ele morava em São Paulo (SP).

Cuidados

A principal recomendação de profissionais de saúde que acompanham o surto é simples, porém bastante eficiente: lavar as mãos com sabão após usar o banheiro, sempre que chegar em casa ou antes de manipular alimentos.

O ideal é esfregar as mãos por algo entre 15 e 20 segundos para garantir que os vírus e bactérias serão eliminados.

Se estiver em um ambiente público, por exemplo, ou com grande aglomeração, não toque a boca, o nariz ou olhos sem antes ter antes lavado as mãos ou pelo limpá-las com álcool. O vírus é transmitido por via aérea, mas também pelo contato.

Também é importante manter o ambiente limpo, higienizando com soluções desinfetantes as superfícies como, por exemplo, móveis e telefones celulares.

Para limpar o celular, pode-se usar uma solução com mais ou menos metade de água e metade de álcool, além de um pano limpo.


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