A Coreia do Sul minimizou, nesta terça-feira (21), relatos de que o líder norte-coreano Kim Jong-un, 36 anos, tinha sido operado recentemente e necessitaria de cuidados especiais, mas alguns observadores questionam sua ausência durante as celebrações de 15 de abril em Pyongyang, para assinalar o 108º aniversário do nascimento do seu avô e fundador do regime, Kim Il Sung.

Esta data é a mais importante na agenda política norte-coreana e o certo é que Kim Jong-un não aparece em nenhuma das fotografias divulgadas pela imprensa oficial.

O jornal digital Daily NK, dirigido por cidadãos norte-coreanos exilados, citando fontes norte-coreanas não identificadas, divulgou que o líder norte-coreano havia sido operado ao coração neste mês de abril, devido a problemas ligados ao excessivo tabagismo, obesidade e fatiga, e que se encontrava em convalescença na província Phyongan, no centro do país.

Uma informação não confirmada, mas que provocou uma avalanche de especulações, que a China, principal aliado da Coreia do Norte recusa comentar.

EUA acompanham situação

Citando uma autoridade norte-americana, a CNN relatou esta segunda-feira (20/04) que Washington “está a analisar informações“, segundo as quais Kim Jong-un poderia estar “em sério perigo após uma operação cirúrgica“, sem mencionar se essa “informação” é o artigo do Daily NK.

No entanto, as autoridades sul-coreanas negaram as informações da CNN, mas sem confirmar que o líder tinha sido submetido intervenção cirúrgica, apesar de algumas autoridades sul-coreanas, manifestaram dúvidas sobre a credibilidade dos relatórios do Daily NK.

Moon Chung-in, consultor de segurança do presidente sul-coreano Moon Jae-in, disse à AFP que não ouviu nada de especial sobre a saúde de Kim Jong-un.

A última vez que Kim Jong-un foi visto em público remonta a 11 de abril, quando presidiu uma reunião política do seu partido e apelou a medidas especiais contra o Covid-19, pandemia de que a Coreia do Norte não tem oficialmente nenhum caso.

De recordar que Kim Jong-un “desapareceu” durante cerca de 40 dias entre setembro e outubro de 2014,  reapareceu com uma bengala e poucos dias depois os serviços secretos norte-coreanos reveleram que o líder tinha sido operado ao tornozelo.

Durante a sua ausência, circularam rumores de que Kim Jong-un estava em morte cerebral, após uma intervenção cirúrgica fracassada, rumores que voltam a circular desde 18 de abril.

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