Até 13 de Dezembro, a cidade de Madrid acolhe a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, COP25. Cerca de duas centenas de países discutem medidas para conter as alterações climáticas.

Para a moçambicana Dipti Bhatnagar, coordenadora dos programas de justiça climática e energia da organização Amigos da Terra Internacional, e membro da organização moçambicana Justiça Ambiental, é preciso acabar com os mercados de carbono, “que não reduzem emissões e provocam usurpação de terras e florestas”.

A activista acrescenta, ainda, que os países do sul devem “fazer parte da solução” ao apostarem em energias renováveis e ao recusarem projectos fósseis. “Grandes projectos, mais dinheiro, mais corrupção. Governo e empresas são corruptos”. Para diminuir a pobreza e fomentar o desenvolvimento não são necessários mega projectos, “mas se queremos mais corrupção e mais dinheiro no bolso do Governo e das multinacionais, aí sim fazemos grandes projectos.

Os Amigos da Terra Internacional exigem também que os estados que têm “responsabilidade histórica” nas alterações climáticas assumam as suas responsabilidades e procedam ao financiamento para “danos e prejuízos” dos países mais afectados.

“Não são 30 pesos, são 30 anos”

A ong não esqueceu a contestação chilena “que está a enfrentar muita repressão do seu Governo”. A COP mudou de Santiago para Madrid, mas “não esquecemos o povo chileno” sublinhou Dipti Bhatnagar, que acrescenta que o local da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima foi alterado para que os “olhos do mundo” não estivessem focados nas manifestações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.