Para nos falar sobre o assunto, ouvimos o jurista e advogado Sérgio Raimundo, o político e economista Filomeno Vieira Lopes e António Ventura da Associação Justiça, Paz e Democracia.

A não divulgação dos resultados do combate à corrupção em Angola entrou na agenda de pressão de alguns sectores da sociedade civil, que apelam maior transparência das autoridades envolvidas neste processo, assumido como a principal bandeira da governação do Presidente João Lourenço.

Com a pandemia do coronavírus a dominar a pauta governativa das autoridades angolanas, a sociedade civil e a classe política receiam que os grandes assuntos nacionais possam ficar sonegados e aproveitados pelo poder político, à semelhança do que sucedeu com o antigo regime liderado por José Eduardo dos Santos.

Nas últimas semanas, o Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da

Procuradoria-Geral de Angola, desencadeou a apreensão de várias infra-estruturas detidas por colaboradores do antigo Presidente da República, apelidados de “marimbondos”, pelo Presidente João Lourenço.

A mais mediática das referidas apreensões, aconteceu com o maior grupo privado de comunicação social, que passou para tutela do governo angolano, cuja medida levanta outros receios, por parte do sindicato dos jornalistas, em relação às ameaças que a liberdade de imprensa está viver em Angola.

Para refletir sobre o conjunto de preocupações que a sociedade civil tem vindo a levantar, a Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) está promover várias mesas redondas em torno das quais junta especialistas de diversas ramos do saber, entre académicos, religiosos, políticos e economistas.

A avaliação dos últimos três anos de combate à corrupção, foi o mais recente tema escolhido pela organização, durante o qual foi reprovado o modelo que está ser seguido pelas autoridades angolanas.

A Voz da América aproveitou a ocasião para ouvir o ponto de vista de alguns participantes, na sua maioria críticos da governação mas, apontaram algumas soluções que pode tornar este combate mais transparente e envolvente.

O mediático advogado Sérgio Raimundo afirma que o sucesso do combate à

corrupção em Angola, para além de precisar do envolvimento da forças vivas da sociedade, deve igualmente passar pela identificação das suas causas para que sejam atacadas as respectivas causas.

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