Na segunda-feira, o programa de Mike Pompeo, na capital angolana, começa às 10:00 locais (09:00 em Lisboa) com uma audiência no Palácio Presidencial da Cidade Alta, onde será recebido pelo Presidente de Angola, João Lourenço, segundo uma nota do ministério das Relações Exteriores (MIREX) angolano.

Mike Pompeo, que vem acompanhado de uma delegação de alto nível, seguirá uma hora mais tarde para um encontro de trabalho com o seu homólogo angolano, Manuel Domingos Augusto.

A visita prossegue às 12:00 com uma deslocação ao Museu da Moeda, onde Pompeo “vai participar de uma mesa redonda com líderes de negócios”, adianta o comunicado do MIREX.

Após um almoço com o ministro das Relações Exteriores, o secretário de Estado dos EUA deverá ainda encontrar-se com mulheres empreendedoras, assim como reunir-se com os membros da missão diplomática norte-americana acreditada em Angola.

“Angola e os Estados Unidos da América mantêm excelentes relações de cooperação mutuamente vantajosas em vários domínios”, destaca o MIREX, apontando a política e diplomacia, defesa e segurança, setor empresarial, indústria, petróleo, saúde, ensino, tecnologias e telecomunicações como as principais áreas da cooperação Angola-EUA.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Comércio Americana em Angola (AmCham), Pedro Godinho Domingos, defendeu que a corrupção é o maior obstáculo às relações comerciais entre Angola e os Estados Unidos, considerando que a visita do chefe da diplomacia norte-americana a Luanda vai focar-se em aspetos como o combate à corrupção, transparência e ‘compliance’ (conformidade com a lei).

Mike Pompeo deixa Luanda a meio da tarde de segunda-feira, em direção à Etiópia, país onde conclui o seu périplo africano, que passou anteriormente pelo Senegal.

Angola é considerada pela administração norte-americana como um país com grande potencial para uma parceria económica duradoura.

Em agosto do ano passado, e após uma reunião com Manuel Augusto, o secretário adjunto norte-americano, Matthew Harrington, considerou que as relações com Angola estão num "ponto de viragem muito diferente do passado".

RCR // JH

Lusa/fim

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