O executivo francês lançou-se, esta manhã, numa corrida contra o tempo com o objectivo de encontrar uma saída para a “grave” crise dos “Coletes amarelos”.

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, começou por receber a autarca de Paris, Anne Hidalgo, os patrões dos principais partidos políticos franceses, antes de encontrar amanhã os representantes dos coletes amarelos.

O governo francês vai propor a realização de um debate quarta-feira na Assembleia e quinta-feira no Senado. O executivo compromete-se ainda a anunciar “medidas” antes da concertação territorial prometida por Emmanuel Macron.

O ministro francês da Economia declarou que uma das medidas que poderão vir a ser anunciadas passa pela redução dos impostos, mas para isso, lembrou Bruno Le Maire, é preciso acelerar a descida da despesa pública.

Os “Coletes amarelos” reúnem uma franja de franceses mais modestos que se opõe à política fiscal e social de Emmanuel Macron. Este sábado o movimento popular voltou a manifestar-se em várias cidades francesas, mas foi em Paris que a situação degenerou. As imagens de uma cidade em estado de sítio fizeram a abertura dos jornais em todo o mundo. De acordo com as autoridades cerca 370 pessoas foram detidas e mais de 180 ficaram feridas.

Esta segunda-feira a CGT apelou à contestação social no próximo dia 14 de Dezembro no contexto social marcado pela mobilização dos “coletes amarelos” que protestam contra o aumento do custo de vida.