Segundo o porta-voz, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, na reunião preparatória da Cimeira do Chefe de Estado e do Governo da organização, que arranca esta terça-feira, para além da aprovação das resoluções a serem submetidas à cimeira foi analisada também a situação política na Guiné-Bissau.

“O senhor ministro falou da situação política na Guiné-Bissau, que é muito positiva, há estabilidade política hoje. As eleições já foram marcadas para 18 de novembro e está a trabalhar e vamos trabalhar todos para ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar essa crise.

Há vontade política de todos nós de ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar este momento que é importante para o país”, disse.

Outro assunto analisado durante o encontro, que reuniu os chefes da diplomacia de todos os países que integram a comunidade, tem a ver com o cumprimento por parte da Guiné Equatorial dos compromissos assumidos aquando da Adesão.

Neste particular, Luís Filipe Tavares disse que o mais recente membro da CPLP demonstrou  “vontade politica” em  trabalhar nesse sentido.

Na reunião foram aprovadas as três resoluções da agenda cabo-verdiana que vão ser submetidas para aprovação definitiva pelos Chefes de Estado e do Governo na cimeira de terça e quarta-feira.

“Avançamos em matéria de pessoas, da economia azul ou gestão dos oceanos e em ralação à cultura. Os três projetos de resolução foram aprovados e amanhã serão submetidos à cimeira para aprovação definitiva.  No que se refere à mobilidade, a recomendação é de trabalhar para a concretização do programa de atividade para os próximos dois anos”, explicou.

Do encontro saiu ainda um conjunto de recomendações, nomeadamente no que concerne à língua portuguesa, à economia azul, devendo ser promovidas actvidades para a sua promoção.

Segundo Luís Filipe Tavares, o encontro de Sal representa um momento de viragem.

Cabo Verde assumiu hoje a presidência do Conselho de Ministros e no final da XII Cimeira assume a presidência da CPLP.

O governante cabo-verdiano promete assumir o cargo, durante os próximos dois anos, com humildade e responsabilidade e trabalhar para que a CPLP avance e os povos da comunidade possam sentir esse avanço.

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