O grupo revelou, no início de abril, que um dos seus líderes foi acusado de falsificar os números de vendas em 2019, num valor equivalente a centenas de milhões de euros.

A revelação levou a que a cotação da empresa, que está listada no índice Nasdaq, nos Estados Unidos, caísse mais de 70%.

Mas o conselho de administração da Luckin Coffee decidiu manter Charles Zhengyao Lu no cargo, informou hoje em comunicado.

O seu destino está agora nas mãos dos acionistas da empresa, que devem reunir no domingo em assembleia geral extraordinária para decidir sobre a demissão de vários membros da administração.

Em meados de maio, a Luckin Coffee afastou o CEO e o diretor administrativo.

Listada desde maio de 2019 nos Estados Unidos, a Luckin suspendeu as negociações na Nasdaq, na segunda-feira, enquanto aguarda a sua retirada formal da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 13 de julho.

De acordo com os resultados de uma investigação interna, realizada por uma comissão especial da Luckin Coffee, e revelada na quarta-feira, o faturamento da empresa em 2019 foi inflacionado em cerca de 2,12 mil milhões de yuan (266 milhões de euros).

Fundada há apenas três anos, a Luckin Coffee experimentou uma rápida expansão graças ao apoio financeiro de investidores estrangeiros.

No início do ano, a Luckin tinha mais de 4.500 pontos de venda na China, mais do que a Starbucks, que tem cerca de 4.200 e opera no país asiático desde 1999.

Para competir com a cadeia norte-americana, a Luckin Coffee atraiu os consumidores com generosos descontos.

A marca oferece principalmente pontos de venda minimalistas, com cafés pré-pagos através de um aplicativo móvel, e que podem ser entregues ao domicílio.

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