"Na ausência de uma investigação incontestável que permita tirar conclusões, não é responsável conjeturar sobre quem deve ser responsabilizado" pelo ataque, afirmou em conferência de imprensa Hua Chunying, a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

"Apelamos às partes envolvidas para que se abstenham de tomar medidas que levem ao aumento das tensões na região", acrescentou.

Um ataque com drones provocou no sábado incêndios em duas instalações de petróleo em Aramco, na Arábia Saudita, forçando o país, o maior exportador mundial de petróleo, a reduzir a produção para metade.

Os rebeldes iemenitas Huthis, apoiados pelo Irão e que enfrentam uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, há cinco anos, assumiram a responsabilidade pelos ataques.

O incidente foi condenado pela Casa Branca. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou Teerão de "lançar um ataque sem precedentes ao fornecimento global de energia".

O porta-voz da diplomacia iraniana, Abbas Mousavi, afirmou que as declarações dos EUA pretendem "minar a reputação do país, a fim de criar um cenário para futuras ações contra" Teerão.

As tensões entre os dois países aumentaram desde que Washington se retirou unilateralmente, em 2018, do acordo nuclear iraniano, assinado em 2015, e repôs sanções económicas contra Teerão.

"Esperamos que ambas as partes possam conter-se e, em conjunto, preservar a paz e a estabilidade no Médio Oriente", disse Hua, cujo país é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

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