"Desde a sua deserção, o Dalai Lama não realizou uma única coisa positiva pelo povo tibetano", afirmou o líder do PCC para o Tibete, Wu Yingjie, à margem de uma reunião parlamentar chinesa.

"O povo tibetano têm o coração cheio de gratidão. Os tibetanos estão cheios de gratidão pelo Partido Comunista por lhes ter possibilitado uma vida feliz", acrescentou o responsável.

Pequim, que afirma ter "libertado pacificamente" o Tibete, é frequentemente acusado de exercer uma política de repressão na região, tanto a nível político como religioso.

As autoridades chinesas respondem que os tibetanos têm amplas liberdades e usufruem de um desenvolvimento económico. No entanto, cerca de 150 tibetanos já se imolaram desde 2009 - a maioria morreu - para protestar contra a presença da China no Tibete.

A China contatou o Dalai Lama em 2002 para estabelecer negociações, e nove rondas de discussões foram realizadas até 2010. Muitos consideram que Pequim estava a tentar, atrasar essas conversações, na esperança de que a pressão internacional sobre a questão tibetana fosse diluída com a morte do Dalai Lama.

O vencedor do Prémio Nobel da Paz, de 83 anos, continua a atrair uma multidão de entusiastas por todo o mundo. Muitos budistas tibetanos temem que Pequim tente impor sua opção ao sucessor do atual Dalai Lama, com a morte do líder espiritual.

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