Em conversações com o japonês Taro Kono e o sul-coreano Kang Kyung-wha, o ministro chinês Wang Yi assegurou que a China vai trabalhar com os dois países para manter o multilateralismo e o livre comércio, e que se vai comprometer com a estabilidade na região.

A China aproveitou a reunião trilateral para reiterar a sua oposição a que Japão e Coreia do Sul recebam novos mísseis balísticos de alcance intermédio, que Washington planeia colocar na região o mais rápido possível, depois de se ter retirado, no início do mês, do tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF, na sigla em inglês).

Os chineses ameaçaram punir qualquer país que o faça e a televisão estatal chinesa disse que Wang levou essa questão para debate nas reuniões que efetuou separadamente com Kono e Kang, na terça-feira.

Estas reuniões deram também uma hipótese ao Japão e Coreia do Sul de realizarem conversas bilaterais para aliviar as tensões recentes.

As relações entre estes dois países têm estado tensas depois do Japão ter reforçado os controlos de exportação sobre as principais matérias para a indústria de semicondutores da Coreia do Sul e ter ainda decidido reduzir o estatuto de principal parceiro comercial atribuído àquele país.

Seul acusou Tóquio que usar as trocas comerciais como arma, de forma a retaliar pelas disputas políticas aquando da Segunda Guerra Mundial. Esta disputa ameaça perturbar a segurança económica do nordeste da Ásia, assim como as esperanças de Washington, quanto a uma possível cooperação militar entre estes seus dois aliados.

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