O chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, que testemunhou na capital angolana a assinatura do Memorando de Entendimento de Luanda, entre os Presidentes do Uganda e do Ruanda, aproveitou para abordar a questão da epidemia de Ébola que afeta a RDCongo.

Segundo Nguesso, os ministros da Saúde da zona africana da Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniram-se hoje em Brazzaville, capital congolesa e sede daquela organização das Nações Unidas, para discutir a segurança sanitária na região, "sobretudo o Ébola que está a criar caos na zona este da RDCongo".

"Há alguns progressos no âmbito técnico, mas o problema que falta resolver, e sobre o qual vão trabalhar sem prazos, é de obter a segurança nas zonas onde operam os agentes de saúde da OMS [Organização Mundial de Saúde], porque são vitimas de algumas agressões nestas zonas”, afirmou.

O Presidente congolês acrescentou que, devido às agressões, se registaram “mortes e ferimentos de pessoas, que está a dificultar o trabalho normal desse pessoal de saúde”.

"Tivemos isso em conta e as iniciativas serão tomadas muito rapidamente a nível ministerial, por que não ao nível de chefes de Estado, para que medidas mais vigorosas possam ser tomadas, que possam permitir o controlo desta região este da RDCongo, que tem vários cenários do movimento rebelde ADF, Mai-Mai e outros”, propôs Sassou Nguesso.

O chefe de Estado advogou que têm de ser criadas “condições de trabalho, num ambiente de segurança para esses agentes de saúde”, reiterando que o assunto deve ser tratado ao mais alto nível para que “seja rapidamente resolvido”.

A RDCongo enfrenta uma epidemia de Ébola, a segunda mais mortífera de que há registo naquele país, com 1.934 mortos de um total de 2.877 casos, segundo dados, até sábado, da OMS.

A consciencialização da população para a doença tem sido uma das principais dificuldades dos agentes de saúde, que além de trabalharem em zonas onde se encontram vários grupos armados, têm enfrentado agressões por parte de alguns elementos das populações.

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