A concentração, convocada espontaneamente, através das redes sociais, ocorreu no bairro multiétnico de Neukölln. Os manifestantes levavam retratos de Floyd e cartazes denunciando a brutalidade policial usada contra os negros.

Em alguns pontos da capital alemã, apareceram grafitis com a imagem de Floyd, que foi morto enquanto um polícia o segurava no chão com o joelho a pressioná-lo durante vários minutos.

A manifestação de ontem segue-se à que teve lugar este sábado, na qual participaram mais de duas mil pessoas em frente à embaixada dos EUA na capital alemã. Um protesto, que decorreu sem incidentes, e tinha também sido convocado através das redes sociais.

As ações de solidariedade para com Floyd tiveram mais seguidores do que as múltiplas concentrações programadas para este sábado, tanto em Berlim como noutras cidades alemãs, contra as restrições na vida pública devido à pandemia de COVID-19.

Ontem também houve marchas a denunciarem a brutalidade policial em frente à embaixada dos EUA em Copenhaga, na Dinamarca. Alguns dos manifestantes levavam faixas com a frase “Não consigo respirar”, numa alusão à forma como Floyd morreu, aos 45 anos, sob pressão do agente da polícia.

Milhares de pessoas também se manifestaram ontem no centro de Londres para condenar a violência policial nos Estados Unidos, após a morte do afro-americano, juntando-se aos protestos que se espalham por várias cidades do mundo.

Isto, depois de já no sábado se terem registado várias manifestações em cidades como Berlim (Alemanha) e Toronto (Canadá).

Os protestos de hoje em Londres juntaram milhares de pessoas em locais como a Trafalgar Square, a Parliament Square e em frente à embaixada dos Estados Unidos.

E nem a pandemia de COVID-19 demoveu os manifestantes, que empunham cartazes com frases como “Black Lives Matter” (as vidas dos negros importam) e “I can’t breathe” (não consigo respirar, numa alusão às últimas palavras de George Floyd), segundo imagens transmitidas em direto e fotografias divulgadas nas redes sociais.

No sábado, e também em Londres, já se tinham registado protestos no bairro de Peckham, no sul da capital britânica, com os protestantes a pedirem “Justiça por George Floyd”, numa zona da cidade conhecida por juntar comunidades de imigrantes africanos.

Igualmente no sábado, milhares de pessoas marcharam pacificamente em Toronto contra o racismo.

Nas redes sociais multiplicam-se agora as convocações de outros protestos semelhantes em várias cidades do mundo para a próxima semana, contra o racismo e a violência policial, como é o caso de Bruxelas (Bélgica).

Estes protestos fora dos Estados Unidos somam-se aos registados nos últimos cinco dias em várias cidades norte-americanas, que já causaram vários feridos e detidos. Há ainda registo de pelo menos um morto.

Na origem dos protestos está a morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, às mãos da polícia na passada segunda-feira, depois de ter sido detido sob suspeita de ter tentado usar uma nota falsa de 20 dólares num supermercado de Minneapolis, no estado de Minnesota.

Nos vídeos feitos por transeuntes e difundidos ‘online’, um dos quatro agentes, que participaram na detenção, tem um joelho sobre o pescoço de Floyd a pressionar durante mais de oito minutos.

Os quatro foram já demitidos e um deles, o que prendeu George Floyd, foi acusado de homicídio involuntário.

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