O artigo do El Confidencial relata que o repórter presenciou a chegada de três veículos à propriedade no bairro de Pedralbes que, segundo informações de agentes imobiliários é o “bairro de elite” da cidade.

“Os membros da comitiva descem dos Mercedes carregados de sacos de comida e caixas de vinho em madeira que levam rapidamente para o interior da casa”, descreve o jornal que acrescenta que depois disso “vários escoltas da pessoa importante que vive na enorme casa dirigem-se ao repórter e exigem que se identifique”.

“Os guarda-costas não o deixam andar. O comportamento dos escoltas corresponde a hábitos autoritários próprios de uma ditadura”, escreve o jornal que acrescenta que agentes da polícia “intervieram ao fim de uns minutos para resolver o diferendo”.

A casa, segundo o jornal, tem três pisos e “mais de mil metros quadrados”. A reportagem do El Confidencial faz parte da grande investigação “Luanda Leaks”, feito pelo Consórcio Internacional de Jornalistas (ICIJ, na sigla em inglês), que integra 120 jornalistas de mais de 20 países.

Outro jornal, o El Nacional publicado em língua catalã recorda que José Eduardo dos Santos já tinha estado em Barcelona em 2016 onde foi visto em restaurantes e a fazer compras tendo se mudado definitivamente para Barcelona em 2019.

O jornal diz que Isabel dos Santos “viaja periodicamente a Barcelona para visitar o seu pai”.

Sites de Internet de agentes imobiliários, em Barcelona, dão preços de casas no bairro de Pedralbes que variam entre os dois milhões e os 14 milhões de euros.

Pedralbes, que em Catalão significa Pedras Brancas, está situado junto dos montes Collserolaé e descrito com um bairro “sofisticado” de “elite” e a zona mais procurada da cidade pelas pessoas mais abastadas.

“Não é possivel encontrar um metro quadrado de acomodação que seja barato”, diz um dos sites.

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