O governo da Guiné-Conacri decidiu suspender a campanha para as eleições presidenciais após os confrontos que deixaram um morto e dezenas de feridos na capital durante o fim-de-semana.

A tensão tem aumentado nos últimos dias à medida que se aproxima a segunda ronda, prevista para o próximo domingo .

O governo exigiu aos dois candidatos - o antigo primeiro ministro Cellou Dalein Diallo e o líder veterano da oposição, Alpha Condé - que explicasse os porquês do escalar da violência.

O ministro das telecomunicações veio à televisão nacional anunciar a suspensão dos comicios.

A violência estalou após a decisão, na sexta-feira, de um tribunal em condenar o presidente e do director de planificação da Comissão Nacional de Eleições, considerados culpados de fraude na primeira volta das eleições, realizada em Junho.

A União para as Forças Democráticas da Guiné acusou a oposição da União do Povo da Guiné - partido que apresentou a queixa em tribunal contra os funcionários eleitorais - de tentarem descarrilar o processo e atrasar a realizaçãod a segunda ronda, naquelas que são as primeiras eleições democráticas na Guiné, desde a independência de França em 1958.

A campanha está agora suspensa por tempo indeterminado e a Comissão Eleitoral encontra-se a analisar se há condições para a realização da segunda volta a 19 de setembro como previsto.

Correspondentes afirmam contudo que continua a intensificar-se a tensão entre as duas maiores etnias do país - a Peul, que apesar de maioritária nunca elegeu um presidente, e Malinke, que domina a actual junta militar, no poder.

BBC África

Foto EPA

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