A revelação foi feita pelo administrador daquela área de prevenção e conservação, Victor Manuel Paca, quem advertiu que até 90 exemplares daquele antílope raro no mundo podem estar no perímetro de 4.400 hectares.

“Existe caça furtiva, sim! Razão pela qual os nossos esforços são redobrados”, disse Paca, acrescentando que neste ano já retiraram 266 armadilhas.

Durante uma visita realizada no fim-de-semana pelo governador Norberto dos Santos,o diretor do Gabinete Provincial do Ambiente, José Neves, revelou que vários caçadores furtivos de palancas e de outros animais foram detidos em posse de armas de fogo automáticas econduzidos à justiça.

O administrador Victor Paca acusa os moradores da periferia como os potenciais infractores, posição rejeitada pelo soba Canzamba, Paulino Gouveia.

“Nós temos a população que vive junto do bairro, conversamos tanto e certos caçadores vêm da sede municipal de Cangandala e entram sem o conhecimento do soba, fazem a caça à noite e saem sem o soba ter conhecimento”, explicou.

O Gabinete Provincial do Ambiente prepara conferências e outras atividades de sensibilização das comunidades limítrofes do Parque Nacional de Cangandala para práticas sustentáveis visando inibir o comprometimento da biodiversidade da região.

Dados oficias do ano passado apontavam para a existência mais de 200 palancas negras gigantes no Parque Nacional de Cangandala e na Reserva Natural e Integral do Luando.

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