A juntar à tragédia, estes ataques, no distrito de Kuchar, provocaram 30 feridos, entre eles 14 crianças com idades entre os 12 meses e os 18 anos. Alguns dos menores e adolescentes foram transferidos para hospitais de Sanaa.

O gabinete para os assuntos humanitários das Nações Unidas não deu detalhes sobre a origem dos bombardeamentos, mas os rebeldes huthis acusam a coligação liderada pela Arábia Saudita, que intervém na guerra do Iémen em apoio às forças pró-governamentais.

Algumas zonas da província de Hajjah estão sob controlo das forças governamentais do Iémen, mas outras, como o distrito de Kuchar, estão nas mãos dos rebeldes.

O líder rebelde Deifallah Al Chami afirmou, através de um comunicado difundido pela agência de notícias Saba, controlada pelos huthis, que a coligação liderada por Riade tinha "cometido voluntariamente (...) este massacre".

Nenhum membro da coligação respondeu de imediato às perguntas da agência AFP.

O conflito no Iémen, o país mais pobre da península arábica, já provocou dez mil mortos, entre eles 2.200 crianças, desde que a coligação internacional, liderada pela Arábia Saudita, interveio em 2015 no país para apoiar o governo, segundo um balanço parcial da Organização Mundial da Saúde.

Não obstante, o balanço real de vítimas é muito mais elevado, segundo várias ONGs, sendo que algumas delas dão conta de uma cifra cinco vezes maior.

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