“Nosso governo dará prosseguimento ao diálogo com diferentes interlocutores para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor a preservação, as ações que temos tomado em favor da proteção da floresta amazónica e do bem-estar das populações indígenas”, disse Bolsonaro, numa reunião por videoconferência com os Presidentes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloco económico formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O chefe de Estado também acrescentou, segundo informações divulgadas pelo portal de notícias G1, que os líderes dos outros países membros do bloco devem finalizar os documentos necessários para aprovar um acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE), no ano passado.

“Apelo a todos os Presidentes para que, como eu mesmo fiz, instruam seus negociados a fechar os textos. Atuemos com firme propósito de deixá-los prontos para assinar neste semestre”, afirmou Jair Bolsonaro.

O acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul foi fechado em 28 de junho, depois de 20 anos de negociações.

O pacto abrange um universo de 740 milhões de consumidores, que representam um quarto da riqueza mundial.

Embora tenha sido concluído, o acordo ainda precisa ser aprovado pelos países envolvidos e sofre grande resistência dentro do bloco europeu, onde alguns membros defendem que não podem aprovar os termos negociados com o Mercosul, porque o Brasil não cumpre requisitos ambientais, dos direitos humanos dos indígenas e tem falhado na proteção da floresta amazónica.

O Brasil registou 2.248 focos de incêndio na Amazónia em junho deste ano, a maior taxa registada para aquele mês desde 2007, segundo dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O órgão governamental que faz a monitorização dos biomas brasileiros, indicou uma subida de 19,57% nos focos de incêndios apenas em junho.

Entre maio e junho, nos dois primeiros meses da estação seca na maior floresta tropical do planeta, as imagens de satélite detetaram um total de 3.077 incêndios, 12,5% a mais do que nos mesmos meses do ano passado, segundo o INPE.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

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