O ex-presidente boliviano, Evo Morales, viajou já para o México onde obteve asilo após a sua demissão enquanto os militares estão disponíveis para ajudar a polícia a manter a ordem no país.

“Irmãos e irmãs, parto rumo ao México”, escreveu ontem à noite na sua conta Twitter, o presidente Evo Morales, forçado a demitir-se, acusado de fraude eleitoral.

“Faz-me mal abandonar o país por razões políticas, mas estarei sempre disponível, pronto para regressar com mais força e energia”, sublinhou, Evo Morales.

O ministro mexicano dos Negócios estrangeiros, Marcelo Ebrard, tinha garantido antes que Morales pediu asilo político ao México que já lhe tinha feito a proposta no dia anterior.

Evo Morales demitiu-se mas também os sucessores previstos na Constituição, o vice-presidente Alvaro Garcia, a presidente e o vice-presidente do Senado, em caso de vacatura de poder.

Restou apenas a segunda vice-presidente du Senado, Jeanine Añez, qui se mostrou disponível para ocupar as funções interinas de Presidente da Bolívia.

“Já temos uma agenda e creio que a população pede nas ruas que tenhamos um presidente eleito a 22 de janeiro”, declarou Jeanine Añez, que é da oposição.

Parlamento reúne-se para se pronunciar sobre Presidente

O Parlamento, dominado pelo partido que sustentou Evo Morales, reúne-se hoje para designar um Presidente interino, sem que se saiba se vai confirmar a opositora Añez, que é a personalidade que se segue segundo a Constituição.

A Organização dos Estados americanos, que denunciou as fraudes eleitorais que deram a vitória a Evo Morales nas últimas presidenciais, já reagiu, apelando os bolivianos à paz e ao respeito da lei.

Nas ruas da capital, La Paz, continua a haver violência, que a polícia não consegue controlar, pelo que, solicitado, o coronel, José Barrenechea, aceitou disponibilizar o exército para ajudar a manter a ordem no país.

Enfim, o Presidente da Venezuela, reagiu denunciando um golpe de Estado, contra Evo Morales.


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