“Nas eleições de 29 de Dezembro, para atribuir a vitória parcial ao candidato do MADEM-G15, o Presidente da CNE, José Pedro Sambu, fora coagido a cometer um erro grotesco”, escreveu Ester Fernandes numa carta aberta publicada na página do próprio Domingos Simões Pereira.

A antiga ministra da Administração Territorial acrescentou que “o facto de ter sido obrigado pelas Forças Armadas e de ter perdido a sua liberdade de pensamento e de acção, o levou a forjar números e ignorar a soberania popular”.

Fernandes reiterou que as provas apresentadas pelo PAIGC à justiça abundam.

“Há crimes e manipulação de toda ordem. A alteração dos números foi construída com base na tentativa de ludibriar observadores nacionais e internacionais. Tentam legitimar fraudes que culminariam com a vitória do candidato derrotado”, acusou a mandatária de Simões Pereira que, na carta, ainda se refere à visita que o Presidente eleito faz a alguns países africanos.

“A certeza da impunidade do Umaro Sissoco é tão grande que o alegado vitorioso já está em marcha de agradecimento pelos países africanos que apoiaram a sua candidatura”, disse Fernandes, acrescentando que, “numa visível tentativa de produzir o que chamamos na propaganda de “Facto Consumado”, a repetição da mentira à exaustão até que a mesma seja aceita como verdade absoluta”.

A mandatária revela um estudo feito por uma empresa especializada, contratada exclusivamente para fundamentar as estratégias de actuação do

PAIGC, que ratifica que “tudo o que forçaram a CNE a apresentar é falso e criminoso”.

Ester Fernandes defendeu que “a justiça da Guiné-Bissau precisa ser justa” e lembrou que “saber respeitar os resultados das urnas é uma obrigação dos derrotados”

“DSP sempre teve, como o tem agora, o apoio do povo e uma disposição enorme dos seus apoiantes de irmos às ruas e trazer de volta aquilo que tentam historicamente tirar dele e do povo. Em momento algum, o DSP deixou de apelar ao diálogo e à justiça”, continuou Ester Fernandes, lembrando que “o que está em jogo é muito maior do que o rótulo de vencedor ou perdedor de um pleito eleitoral”.

“Inconformados com a possibilidade de uma derrota nas urnas, os adversários tramaram este crime que agora é endossado por um presidente da CNE totalmente acuado e impedido pela cobardia e falta de responsabilidade de explicar à nação tudo o que lhe aconteceu e que expõe o nosso país a uma das maiores vergonhas de que se tem notícia”, afirmou Fernandes, quem apelou aos juizes que “façam valer os juramentos que fizeram ao assumirem os cargos que ocupam e deixem a luz da justiça iluminar os caminhos do nosso país e do nosso povo”.

Não há ainda qualquer reacção do presidente da CNE ou de outra qualquer entidade.

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