Foi em 1987, na província do Cuando-Cubango, que “rebentou” aquela que é considerada a maior batalha de forças regulares na África Austral e que pôs em causa a invencibilidade do exército sul-africano. Faz hoje, 23 de Março, 23 anos dessa batalha.

A 15 de Novembro de 1987 começaram os confrontos, no Cuito Cuanavale, entre as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e o exército cubano contra a UNITA e o exército sul-africano. Os confrontos tiveram fim a 23 de Março de 1988, com a derrota da UNITA e do exército sul-africano e marcando, na história, o lugar da batalha mais longa do continente africano, desde a Guerra Mundial II.

Ao ser derrotada, a África do Sul, viu-se obrigada a assinar o acordo de Nova Iorque tornando-se num país democrata com fim ao regime do Apartheid e dando independência à Namíbia.

Adicionalmente, a efeméride também quebrou o mito de invencibilidade do exército racista da África do Sul e melhorou as relações pela região da África Austral.

Cuito Cuanavale, o município da província do Cuando Cubando, era a localização escolhida pelos invasores sul-africanos para se manterem a postos para as suas operações.

Em 2008, O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, considerou o êxito alcançado como essencial para paz e a reconciliação do país.

@SAPO

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