"Temos atividades internas muito sensíveis, difíceis de realizar, nas condições em que nos encontramos de transporte, vias de acesso, pagamentos, tudo isso põe muita pressão sobre nós", disse Abdul Carimo, presidente da CNE.

O responsável falava aos jornalistas, em Maputo, à margem de um encontro com o chefe da Missão de Observação Eleitoral da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental (ONG) que faz observação do processo eleitoral moçambicano, anunciou que as comissões provinciais de eleições estão a recusar credenciais a cerca de seis mil observadores da sociedade civil, principalmente nas províncias de Nampula e Zambézia, onde a oposição tem mais aceitação, a avaliar pelos resultados das últimas eleições.

O presidente da CNE fez saber que já credenciou 19 mil observadores em todo o país e não iria "fugir de mais seis mil, até porque é importante", disse.

A direção da CNE diz que as organizações da sociedade civil devem fazer os seus pedidos de observação o mais cedo possível ou então canalizarem as suas preocupações para a CNE e "não fazer notícias sensacionalistas".

A CNE recebeu hoje um grupo de 16 observadores da CPLP, chefiado por Lino de Nascimento, antigo primeiro-ministro angolano.

O chefe da missão da CPLP considera que esta se trata de uma eleição importante para o país, mas cuja organização não é fácil.

"A impressão que tenho é de que estas eleições têm um peso muito grande em relação ao que se passou. A população aumentou e uma eleição com [mais de] 12 milhões de eleitores não é fácil", disse Lino de Nascimento.

A 15 de outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

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