Os manifestantes acusam a polícia de tentar “eliminá-los”,  tendo atropelado o músico e ativista Jaime Domingos, mais conhecido por Jaime MC, no momento dos protestos.

A polícia, por seu lado, acusa os participantes no protesto de colocarem em causa a segurança e a saúde pública, por alegadamente desobedecerem e resistirem à ordem de dispersão.

Os manifestantes exigiam a exoneração da governadora Mara Quiosa, por falta de água potável em tempo de pandemia, uma vez que a empresa pública de àguas da província encontra-se paralisada por falta de pagamento do salário dos seus trabalhadorese há mais de sete meses.

Nzuzi Mabila, um dos subscritores da carta, acusa a polícia de tentar eliminar os manifestantes ao avançar com o carro para cima deles, acusando também o segundo comandante da Policia no Bengo e a governadora Mara Quiosa.

“Este atropelamento nós responsabilizamos o senhor comandante, que orientou em conluio com a senhora governandora Mara Quiosa”, diz Mabila.

Valdemar Aguinaldo, outro organizador da manifestação, afirma que mesmo com o julgamento dos quatro companheiros, os protestos vão continuar. “Ontem mesmo houve uma fogueira a favor dos detidos e os protestos vão continuar” assegura.

A VOA contatou a governadora Mara Quiosa, mas não obteve qualquer resposta.

Até este momento, não houve qualquer decisão do tribunal.

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