O primeiro ataque, que matou um polícia, deu-se na Rua Charles de Gaulle, uma das principais artérias da capital tunisina, e atingiu um veículo das forças de segurança.

Pouco depois, um kamikaze fez explodir a sua bomba nas traseiras do complexo Gorjani, onde estão instalados os serviços da Guarda Nacional e da Polícia Judiciária, no bairro de Al Karjani, também, em Tunes.

Durante as explosões, instalou-se o pânico entre as pessoas presentes em torno dos locais atingidos.

Contudo, o pânico foi rapidamente transformado em cólera, sobretudo, contra as autoridades.

A proteção civil e a polícia reforçaram, de imediato, a sua presença na avenida Bourguiba, onde se situa o ministério do Interior.

Lojas e serviços públicos fecharam após os atentados. A polícia vedou o local, pedindo aos presentes para se afastarem.

Recorde-se que, em finais de outubro de 2018, uma mulher kamikaze fez explodir uma bomba junto ao Teatro municipal, na principal avenida de Tunes, tendo ferido 15 pessoas, inclusive, 10 polícias.

Em 2015, um atentado contra o Museu Bardo matou 21 pessoas, e outro contra a estação balnear de Sousse, matou 38.

A Tunísia depende, em grande escala do turismo, e, desde os atentados de 2015, reforçou as medidas de segurança do país.

Presidente tunisino internado de urgência

O presidente da Tunísia, Béji Caid Essebsi, de 92 anos, está em estado crítico no hospital militar de Tunes.

Essebsi foi hospitalizado devido a doença grave.

A notícia é avançada por um dos seus conselheiros e pela presidência.

O chefe do executivo, que se deslocou ao centro de Tunes, na sequência dos atentados desta quinta-feira, recusou comentar o estado de saúde do Chefe de Estado tunisino.

Essebsi tinha já sido internado no fim da semana passada.

A tensão política na Tunísia tem aumentado nos últimos meses, em vésperas de eleições presidenciais e legislativas, previstas para outubro e novembro respectivamente.

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