De acordo com Salfo Kabore, coronel do exército da Burkina Faso, as forças de segurança retomaram o controlo da área e recuperaram os corpos das vítimas,  de modo a que se efetuem os seus funerais

Uma fonte das forças de segurança governamentais declarou à agência de notícias AFP que "indivíduos armados, não identificados, atacaram o povoado de Lamdamol na noite de sábado, deixando quase 20 mortos entre a população civil".

Uma outra fonte, também ligada às forças de segurança e contactada pela AFP, confirmou o ataque jihadista e falou “de represálias contra os habitantes que tinham recebido a ordem, alguns dias antes, para deixar o local”.

O ataque à população civil ocorre uma semana após outros ataques no norte e no centro-norte-leste do país. Os ataques jihadistas na Burkina Faso, situada na fronteira com o Mali e o Níger, provocaram quase 800 mortes desde 2015.

Mal equipadas e mal treinadas, as forças de segurança do país não conseguem controlar a espiral de violência, apesar da ajuda militar estrangeira, especialmente vinda da França.

Segundo a ONU, os ataques jihadistas no Mali, Níger e Burkina provocaram quatro mil mortos em 2019 e causaram uma crise humanitária sem precedentes, a que se juntam mais de 600 mil refugiados e deslocados que fogem da violência.

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