António Pacavira disse, em declarações à agência Lusa, que se as aulas começarem em setembro, como defendem alguns, seriam apenas 84 dias letivos, o que diminuiria para menos de 70 dias, até dezembro, se arrancassem ainda depois de setembro, o que “tecnicamente é um ano perdido”.

Segundo o presidente da ANEP, não se pode olhar para a situação a curto prazo, ou seja, apenas para o ano letivo 2020, porque o período de matrículas para o ano seguinte decorre entre dezembro e janeiro, faltando apenas seis meses.

“Como o critério em Angola para definir a pandemia é quantitativo, é pelo número de casos, e não qualitativo, infelizmente, vamos continuar afetados, o gráfico vai crescer e então corremos o risco de perder dois anos letivos em oito meses”, referiu.

A título de reflexão, o responsável questionou se agrada aos pais que os filhos percam dois anos letivos.

“Não será que os pais deveriam também pressionar o Governo para encontrar um plano B, com aulas fora da escola, como está a acontecer no contexto mundial”, disse.

O ano letivo em Angola inicia em fevereiro e termina em dezembro, mas desde março passado, que as aulas estão suspensas no país, porque registou o primeiro caso positivo de covid-19.

Os últimos dados apontam para um total de 458 pessoas infetadas, das quais 23 resultaram em óbitos.

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