O primeiro dia serviu apenas para a leitura da acusação do Ministerio Público, do despacho de pronúncia e contestação da defesa, que pediu a absolvição do general.

José Maria, como é conhecido, considerado um dos homens mais poderosos durante a Presidência de José Eduardo dos Santos, está em prisao domiciliar e indiciado de autor de extravio de documentos, aparelhos ou objectos que contêm informações de carácter militar e insubordinação.

Se condenado, incorre numa pena de dois a oito anos de prisãi,

O jurista Pedro Caprakata entende que este julgameno tem muito de uma desavença entre generais.

“Da mesma forma como o general Zé Maria humiliou os outros hoje tambem procuram humilhá-lo”, afirmou Caprakata.

O juiz, no início da audiência, proibiu a recolha de fotos, áudios e vídeos no interior do tribunal.

O secretário geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, diz que a decisão dificulta o trabalo dos jornalistas e diz não saber “o que é que o juiz quer esconder porque nao se consegue fazer um bom trabalho”.

De acordo com o Ministério Público, entre os documentos de que o general é acusado de desviare que foram retirados por um subordinado de José Maria, estão alguns referentes à batalha de Cuito Cuanavale.

Por seu lado, o advogado de defesa, Sérgio Raimundo, reiterou que o arguido não praticou os crimes de que é acusado, que não foi respeitado o princípio do contraditório em vrtude de um o tribunal ter recebido a acusação antes de ouvir o general e que os documentos não estão desaparecidos.

Por isso, Raimundo pediu a absolvição do antigo homem forte da secreta militar, que deve falar amanhã no tribunal.

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